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Segundo a psicologia, estas 9 atitudes parentais são as que mais contribuem para criar filhos infelizes.

Menino a fazer trabalhos de casa na mesa, com um adulto a usar telemóvel ao lado. Mochila e foto de família ao fundo.

O rapaz no parque infantil tinha tudo: as sapatilhas mais recentes, uma trotinete topo de gama, uma lancheira digna de Instagram. No entanto, estava de lado, com os ombros tensos, a olhar mais para a cara dos pais do que para o escorrega. Sempre que se ria um pouco mais alto, as sobrancelhas da mãe mexiam-se. Sempre que abrandava, o pai chamava: “Vá lá, consegues fazer melhor do que isso!”

À volta, outras crianças caíam, choravam, discutiam, faziam as pazes. A vida era confusa, barulhenta e… viva. Esta criança parecia um pequeno funcionário numa avaliação de desempenho. Notava-se na forma como varria os adultos com o olhar antes de ousar ser ela própria.

Ao ir-me embora, perguntei-me: quantas crianças parecem felizes no papel, mas se sentem discretamente miseráveis por dentro?

1. Exigir perfeição a pequenos seres humanos

Os psicólogos têm uma palavra para isto: “aprovação condicional”. As crianças que só se sentem dignas de amor quando conseguem, obedecem ou impressionam aprendem muito cedo que os erros equivalem a perigo. Vê-se na criança que apaga os trabalhos de casa cinco vezes, ou na menina que chora se o desenho não estiver “bonito o suficiente”.

Por fora, a parentalidade perfeccionista pode parecer “padrões elevados”. Inteligente, envolvida, organizada. Por dentro, a criança vai aprendendo, lentamente, que o seu valor depende do desempenho. A diversão torna-se um teste. O descanso torna-se preguiça. A infância torna-se uma lista de verificação.

Imagine um miúdo de 9 anos que traz para casa um teste de matemática com 19/20. A maioria de nós sabe o que acontece a seguir. O pai ou a mãe sorri rapidamente e aponta o ponto em falta: “O que aconteceu aqui?”

Um estudo de 2017 na revista Psychological Science acompanhou crianças durante anos e concluiu que o perfeccionismo e a crítica dos pais prediziam um aumento de sintomas de ansiedade e depressão nas crianças. Não as notas, não a escola, não o QI. A pressão dos pais.

A criança ouve, repetidamente, uma mensagem silenciosa: “Estás quase à altura. Quase.”

De um ponto de vista psicológico, isto cria o que se chama “autoestima contingente”. O sentido de si da criança sobe e desaba a cada resultado. Falha um teste, não atinge um objetivo, tem um Bom em vez de um Muito Bom? Toda a sua identidade leva um golpe.

Com o tempo, podem deixar de experimentar coisas novas. Melhor nunca tentar do que tentar e desiludir. O que parece preguiça é muitas vezes medo disfarçado. Quanto mais um pai faz da perfeição o padrão, mais a criança vive em terror silencioso de ser verdadeiramente vista como é: desarrumada, inconsistente, plenamente humana.

2. Estar emocionalmente ausente estando fisicamente presente

Pode sentar-se ao lado do seu filho no sofá todas as noites e, mesmo assim, estar a anos-luz do mundo interior dele. Ausência emocional não é sobre tempo; é sobre atenção. É o pai ou a mãe que faz scroll no telemóvel enquanto murmura “Pois, pois” a uma história sobre o recreio. O pai que leva aos treinos, paga as contas, faz tudo certo no papel, mas raramente pergunta: “Como é que tu estás mesmo?”

As crianças são radar. Sentem quando estamos lá, mas não estamos de verdade. Dia após dia, esse espaço vira uma forma silenciosa de solidão.

Uma adolescente disse a um terapeuta: “A minha mãe está sempre por perto, mas nós nunca falamos a sério. Eu podia estar a consumir drogas na sala e ela nem reparava.” A mãe ficaria chocada ao ouvir isto. Cozinhava, limpava, conduzia, respondia a e-mails sobre a escola. Do ponto de vista dela, estava a carregar o mundo.

No entanto, quando os investigadores estudam a vinculação, veem um padrão: crianças que crescem com pais emocionalmente indisponíveis relatam muitas vezes mais tristeza, mais dúvida sobre si próprias e uma sensação de serem “invisíveis”. Não negligenciadas de forma óbvia. Negligenciadas de forma subtil, emocional - sem nódoas negras, apenas dúvidas.

A psicologia descreve isto como um desencontro entre os “pedidos emocionais” da criança e as respostas do adulto. A criança diz “Olha!” ou “Sabes o que aconteceu hoje!” O que está realmente a perguntar é: “Eu importo o suficiente para entrares no meu mundo por um minuto?”

Quando a resposta é muitas vezes um aceno distraído, ao longo dos anos a criança aprende a parar de fazer esses pedidos. A sua vida interior vai para o subsolo. Deixa de partilhar pequenas alegrias e pequenas dores. Mais tarde, quando chegam tempestades maiores, já treinou não bater à porta. É assim que a solidão cresce numa casa cheia.

3. Crítica constante disfarçada de “ajudá-los a melhorar”

Alguns pais cresceram em casas onde o amor soava a “Deixa-me mostrar-te o que fizeste mal”. E repetem isso, convencidos de que estão a preparar o filho para um mundo duro. Corrigir a postura. Ajustar o tom. Rever os trabalhos de casa. Comentar a roupa. Orientar, orientar, orientar, o dia todo.

Do lado da criança, é como viver sob um microscópio. Começa a preparar-se sempre que o pai ou a mãe abre a boca. Não para acolhimento, mas para o próximo “devias ter…”

Imagine uma criança de 7 anos, orgulhosa, a pôr a mesa. Os garfos estão do lado errado, um copo está demasiado perto da borda, os guardanapos estão desalinhados. Em vez de “Obrigado, adoro que tenhas ajudado”, ouve: “Não, não é assim. Quantas vezes tenho de te dizer?”

Um momento. Uma cena. Mas multiplique isso por centenas de interações diárias e constrói uma banda sonora na cabeça da criança. Estudos sobre “viés de atribuição negativo” mostram que crianças que recebem críticas frequentes tendem a internalizar a crença de que são fundamentalmente defeituosas ou incompetentes. Deixam de ver a coisa certa que fizeram, porque o foco cai sempre na coisa que falhou.

A lógica por trás da crítica constante parece razoável: “Se eu não corrigir, nunca vai aprender.” O problema é o tom e a proporção. A psicologia sugere, de forma consistente, que as crianças precisam de uma base grande de segurança e encorajamento para tolerar e integrar feedback. Sem essa base, a crítica não ensina - fere.

Com o tempo, estas crianças tornam-se muitas vezes os seus próprios críticos mais duros. Chegam lá antes de si. Os pais pensam: “É tão maduro e tão consciente.” Por dentro, costuma ser apenas a voz parental internalizada, a correr sem parar.

4. Sobreproteção que rouba resiliência em silêncio

Pairar sobre cada passo. Resolver cada conflito antes de começar. Ligar ao professor ao primeiro sinal de dificuldade. À primeira vista, a sobreproteção parece amor no máximo. Sem joelhos esfolados, sem dias difíceis, sem lágrimas se pudermos evitar.

No entanto, a investigação em psicologia é direta: crianças sobreprotegidas tendem a ser mais ansiosas, mais medrosas e menos confiantes nas suas capacidades. Quando nunca se pode testar contra o mundo, o mundo torna-se aterrador.

Pense numa criança cujo pai ou mãe fala sempre por ela. Nos restaurantes, no médico, nos encontros para brincar. A criança tenta e o adulto entra suavemente: “Ele é tímido, eu peço por ele.” Ao longo de meses e anos, os “músculos sociais” dessa criança simplesmente não são usados.

Uma grande meta-análise sobre “parentalidade helicóptero” concluiu que adolescentes com pais excessivamente envolvidos relatam mais sintomas depressivos e menor sentido de autonomia. No papel, as suas vidas parecem almofadadas e seguras. Por dentro, sentem-se frágeis. Cada decisão parece um precipício. Nunca tiveram realmente de dizer: “Eu consigo lidar com isto.”

Do ponto de vista do desenvolvimento, pequenas falhas geríveis não são um problema; são treino. Aquele jogo de futebol perdido, os trabalhos de casa esquecidos, a conversa awkward na festa de anos - são vacinas emocionais da infância. Doem um pouco, constroem muito.

Quando os pais correm para apagar cada desconforto, enviam, sem querer, uma mensagem poderosa: “Tu não consegues lidar com isto.” A criança acredita. Anos depois, essa mesma criança pode recusar novos passatempos, evitar desafios ou desmoronar ao primeiro contratempo. Não porque seja fraca, mas porque nunca praticou ser forte.

5. Usar vergonha e comparação como motivação

Algumas das frases mais tristes que as crianças ouvem começam com “Olha para…”

“Olha para a tua irmã, ela nunca responde torto.”
“Olha para as notas do teu primo.”
“Olha como aquelas crianças estão tão bem sentadas.”

Os pais muitas vezes pensam que uma pequena comparação vai despertar ambição. O que costuma fazer é acender uma vergonha lenta e persistente. A criança não sente apenas que “não é tão boa”; começa a sentir que há algo errado no seu núcleo.

Um rapaz ouve: “Porque não consegues ser mais como o teu amigo Tom, ele é tão calmo”, sempre que anda aos saltos. Com os anos, deixa de ver a sua energia como uma característica a canalizar e passa a vê-la como prova de que é defeituoso. Uma rapariga ouve: “O teu irmão nunca tem de ser avisado duas vezes” sempre que se esquece da mochila. Já não é apenas esquecida. É “a complicada”.

Investigação sobre comparação social e valor próprio em crianças mostra um padrão repetido: crianças frequentemente comparadas com irmãos ou colegas apresentam autoestima mais baixa e vergonha internalizada mais elevada. Não querem apenas melhorar. Querem desaparecer.

Vergonha é diferente de culpa. Culpa diz: “Fiz algo errado.” Vergonha diz: “Eu sou errado.” Quando a parentalidade se apoia em frases como “Tu sempre…” ou “Tu nunca…”, combinadas com comparações, inclina-se fortemente para a vergonha.

A verdade simples: ninguém se torna um adulto feliz a ouvir constantemente que outra pessoa faz a vida melhor. Essa mensagem não motiva - corrói. Com o tempo, as crianças podem deixar de mostrar quem são para evitar mais comparações, ou podem virar a raiva para fora, atacando os outros antes de serem julgadas outra vez.

6. Nunca pedir desculpa, mesmo quando é obviamente errado

Os pais são humanos. Gritam, perdem a paciência, dizem coisas de que se arrependem. O problema não é o erro em si; é o que acontece a seguir. Em muitas famílias, os adultos esperam que as crianças peçam desculpa, mas raramente o modelam. “Porque eu disse” torna-se “Porque eu não vou dizer que estava errado.”

Do ponto de vista da criança, isso cria um mundo estranho: os adultos podem perder o controlo e não enfrentar consequências, enquanto as crianças levam sermões sobre respeito e responsabilidade. O resultado é, muitas vezes, ressentimento silencioso e uma confusão profunda sobre justiça.

Imagine um pai a chegar a casa stressado, a ralhar com toda a gente por causa do barulho, a mandar uma criança para o quarto por uma coisa pequena. Uma hora depois, está calmo, a casa está em silêncio, o jantar está na mesa. A vida segue. Ninguém fala do assunto. A criança fica no quarto, com as faces ainda quentes, aprendendo que os seus sentimentos são menos importantes do que manter a paz.

Estudos sobre estilos parentais “autoritários” mostram que autoridade com calor humano e responsabilidade cria confiança, enquanto autoridade rígida sem reparação tende a criar distância e medo. As crianças podem obedecer. Raramente se sentem verdadeiramente compreendidas.

Pela lente psicológica, um pedido de desculpa de um pai faz mais do que corrigir um momento. Diz à criança: “O poder não te coloca acima da decência.” Ensina humildade como algo vivo, não como uma palavra num cartaz de valores.

Quando os pais nunca pedem desculpa, as crianças ou internalizam a culpa (“Deve ter sido minha culpa”) ou rejeitam a autoridade como injusta. Ambas as opções as deixam menos felizes, menos seguras. Um simples e sincero “Eu perdi a paciência há pouco e isso não foi correto” pode ser um pequeno ato de reparação emocional com um enorme impacto a longo prazo.

7. Tratar as emoções como problemas a calar

Chorar? “Para com isso, não há razão para chorar.”
Zangado? “Não te atrevas a falar comigo nesse tom.”
Ansioso? “Relaxa, estás a exagerar.”

Quando os pais respondem às emoções com desvalorização ou irritação, as crianças aprendem depressa: algumas partes de ti são bem-vindas aqui, outras não. Começam a editar-se. Agradável, calmo, fácil? Bom. Triste, assustado, frustrado? Perigoso.

Os terapeutas encontram muitas vezes adultos que têm dificuldade em nomear o que sentem. Quando revisitam a infância, aparece uma história comum: um pai ou mãe que dizia coisas como “Os rapazes crescidos não choram” ou “Nesta casa não se fala disso.” O objetivo era frequentemente manter a família a funcionar, evitar dramas, ser forte.

Mas a investigação sobre validação emocional é claríssima. Crianças que podem sentir, nomear e expressar emoções de forma segura desenvolvem melhor regulação emocional e menos problemas internalizantes como ansiedade e depressão. As que são constantemente mandadas “aguentar” apenas empurram tudo para dentro.

Do ponto de vista psicológico, as emoções são sinais, não inimigos. Quando os sentimentos de uma criança são sistematicamente silenciados, ela não deixa de os ter. Deixa de confiar em si. Aprende que o seu radar interno está errado ou é vergonhoso.

Ao longo dos anos, isto pode criar adultos que ou explodem inesperadamente ou ficam dormentes para lidar. Nenhum caminho leva a uma felicidade profunda e enraizada. Uma criança não precisa de um pai que resolva todas as emoções. Precisa de um que diga: “Eu vejo-te. Isto é difícil. Vamos respirar juntos um momento.”

Como mudar estes padrões sem transformar a parentalidade numa viagem de culpa

Os psicólogos dizem muitas vezes: a reparação vence a perfeição. Não precisa de redesenhar todo o seu estilo parental de um dia para o outro. Comece com uma pequena mudança de atitude de cada vez. Dê por si na próxima vez que vai diretamente para a crítica e acrescente primeiro uma frase de reconhecimento.

Pode dizer: “Tiveste 19/20, isso mostra esforço a sério. Vamos ver o erro juntos”, em vez de saltar logo para “O que aconteceu aqui?” Pequenas reformulações mudam o clima emocional. Transformam-no de juiz em aliado. A partir daí, tudo o resto é mais fácil.

Outra prática suave: substitua comparações por curiosidade. Quando estiver prestes a dizer “Porque não consegues ser mais como…”, pare e pergunte: “O que é que tornou isto difícil para ti hoje?” As crianças relaxam quando se sentem investigadas, não acusadas.

Além disso, fale abertamente sobre emoções, incluindo as suas. “Eu estava stressado há pouco e falei de forma agressiva; isso não foi justo contigo.” Esse tipo de frase não o torna fraco. Torna-o credível. Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias. Mas fazê-lo algumas vezes já é uma enorme melhoria em relação a nunca o fazer.

“As crianças não precisam de pais perfeitos. Precisam de pais dispostos a reparar, ajustar e reconectar.” – Resumo comum de décadas de investigação sobre vinculação

  • Repare no padrão
    Faça uma pausa quando ouvir a sua voz “automática” de parentalidade e pergunte de onde ela vem realmente.
  • Diga o que valoriza
    Diga ao seu filho, de forma específica, o que aprecia nele para além das notas ou do comportamento.
  • Repare depois da rutura
    Volte atrás após momentos tensos e fale brevemente sobre o que aconteceu.
  • Permita pequenas dificuldades
    Deixe o seu filho lidar com desafios adequados à idade sem intervir a correr.
  • Proteja espaço para conversar
    Mesmo 10 minutos por dia, sem distrações, podem recentrar a ligação.

Atitudes parentais que fazem crescer ou esmagam a alegria: uma visão mais ampla

Se se reconhece em algumas destas atitudes, isso não faz de si um “mau pai” ou uma “má mãe”. Faz de si um pai ou uma mãe moldado pela sua própria história, pelas suas feridas, pela sua cultura. A psicologia não dá sentenças; oferece espelhos. Às vezes esses espelhos doem um pouco, porque mostram o que os nossos filhos podem estar a sentir mas ainda não têm palavras para dizer.

O que tende a criar crianças infelizes, em muitos estudos e histórias, não é um dia mau ou um erro isolado. É uma atmosfera repetida: pressão constante em vez de apoio, controlo em vez de orientação, silêncio em vez de escuta, vergonha em vez de curiosidade. O tom da casa. A forma como os conflitos terminam. A maneira como a alegria é permitida ou aparada.

Por outro lado, crianças que crescem a sentir-se vistas, ouvidas e autorizadas a ser imperfeitas costumam levar consigo uma força tranquila. Ainda enfrentam ansiedade, desgostos e grandes perguntas. As suas vidas não são magicamente fáceis. Apenas não têm de travar uma guerra interna extra dentro de casa.

Talvez a mudança mais poderosa seja esta: passar de “Como é que faço o meu filho comportar-se?” para “Como é que ajudo o meu filho a sentir-se seguro o suficiente para crescer?” A resposta será diferente em cada família. Mas a própria conversa já muda o ar que as crianças respiram.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
O perfeccionismo magoa Pressão constante e aprovação condicional aumentam a ansiedade e destroem a confiança Ajuda os pais a perceber porque “padrões elevados” podem sair pela culatra emocionalmente
A ligação vence o controlo Presença emocional, pedidos de desculpa e validação constroem uma vinculação segura Oferece um foco concreto para as interações diárias com as crianças
Pequenas mudanças contam Reformular frases, reparar e permitir pequenas dificuldades muda a dinâmica familiar Mostra que os pais podem agir hoje sem serem impecáveis ou começar do zero

FAQ:

  • Pergunta 1 Como sei se estou a pôr pressão a mais no meu filho?
  • Resposta 1 Observe a linguagem corporal e o humor. Se as conquistas trazem mais alívio do que alegria, se ele parece aterrorizado com erros ou esconde as notas, a pressão pode estar pesada para ele, mesmo que ache que está a ser “razoável”.
  • Pergunta 2 É mesmo prejudicial comparar irmãos de vez em quando?
  • Resposta 2 Uma comparação ocasional e suave pode escapar, mas comparações frequentes ou apontadas tendem a criar rivalidade e vergonha. Focar-se nos pontos fortes únicos de cada criança protege muito mais a autoestima.
  • Pergunta 3 E se os meus pais nunca me pediram desculpa e eu não sei como fazer?
  • Resposta 3 Comece simples e curto: “Eu gritei há pouco e arrependo-me. Tu não merecias isso.” Não precisa de um discurso. Nomear o que aconteceu e reconhecer o impacto já é enorme para uma criança.
  • Pergunta 4 Posso validar demasiado as emoções e acabar por “mimar” o meu filho?
  • Resposta 4 Validar não significa ceder a todas as exigências. Pode dizer: “Eu vejo que estás triste por irmos embora do parque” e, ainda assim, ir embora. O sentimento é acolhido, o limite mantém-se. Esse equilíbrio constrói resiliência.
  • Pergunta 5 Por onde começo se reconheço muitos destes padrões em mim?
  • Resposta 5 Escolha uma prática pequena durante uma semana: ouvir sem interromper cinco minutos por dia, ou pedir desculpa depois de perder a paciência. A consistência vence a intensidade. Com o tempo, estas pequenas mudanças reescrevem o guião emocional em casa.

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