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Árvores de interior fáceis de cuidar – dicas de Markus Phlippen – Hier und heute – televisão

Mãos a limpar folhas de uma planta de interior, com regador dourado e medidor digital à esquerda.

Indoor trees estão discretamente a transformar as salas de estar, prometendo mentes mais calmas, ar mais limpo e uma pitada de dramatismo tropical em espaços urbanos apertados.

O especialista em jardinagem televisiva Markus Phlippen tem defendido o conceito de “mobília viva” no programa alemão Hier und heute, destacando árvores adequadas para interiores que prosperam com alguma negligência, em vez de atenção constante. As suas favoritas provam que não precisa de uma marquise nem de um curso de horticultura para cultivar algo que pareça uma árvore a sério no seu apartamento.

Porque é que as árvores de interior estão na moda

A investigação tem associado as plantas de interior a níveis mais baixos de stress, melhor concentração e um sentido mais forte de bem-estar. Em comparação com vasos pequenos no parapeito da janela, plantas com porte de árvore ocupam o espaço vertical e criam um pano de fundo verde quase teatral.

Pense numa árvore de interior como um colega de casa a longo prazo: cresce consigo ao longo de anos, não apenas durante uma estação.

Para muitas pessoas a trabalhar a partir de casa, essa presença prolongada faz diferença. Uma planta alta ao lado da secretária ou do sofá suaviza ecrãs, cabos e paredes brancas. Phlippen defende que algumas espécies bem escolhidas podem criar um efeito de “mini selva” sem transformar os cuidados diários numa tarefa.

Pata-de-elefante: a árvore arquitetónica para principiantes

O que torna a Beaucarnea recurvata tão tolerante

A pata-de-elefante (Beaucarnea recurvata) é uma das principais escolhas de Phlippen para iniciantes. Parece exótica, mas comporta-se como um camelo. A base inchada do tronco armazena água, por isso as regas esquecidas raramente acabam em desastre.

  • Luz: Adora luz intensa e sol direto, especialmente junto a uma janela virada a sul.
  • Água: Pouca; deixe o substrato secar bem entre regas.
  • Ar: Tolera o ar seco do aquecimento central sem se queixar.

As suas folhas longas, finas e pendentes caem do topo de um caule em forma de garrafa, dando-lhe um apelo forte de “objeto de design”. Colocada perto de uma janela solarenga, pode ancorar um canto da sala como faria um candeeiro de pé.

A pata-de-elefante prospera com alguma negligência, desde que tenha muita luz e evite um substrato constantemente encharcado.

O excesso de água é o principal risco. O tronco espesso pode apodrecer se o vaso ficar com água acumulada. Um substrato pesado mas bem drenante e um vaso com um bom orifício de drenagem mantêm a planta saudável durante anos.

Árvore-do-dinheiro: folhagem exuberante sem dramatismos

Porque é que a Pachira aquatica está em tendência

A árvore-do-dinheiro (Pachira aquatica), muitas vezes vendida com troncos entrançados, tornou-se rapidamente uma favorita do Instagram. Phlippen destaca-a como uma excelente opção para quem quer uma silhueta de “árvore verdadeira” em casa: caules lenhosos, copa aberta e folhas verdes macias que apanham a luz.

Ao contrário da pata-de-elefante, esta planta prefere condições mais suaves.

Fator de cuidados Preferência da árvore-do-dinheiro
Luz Local luminoso, mas sem sol forte do meio-dia
Humidade Elevada, semelhante a uma casa de banho ou cozinha
Poda Tolera cortes regulares para controlar o tamanho
Água Substrato uniformemente húmido; nem completamente seco, nem encharcado

A planta reage bem à poda, o que significa que pode mantê-la compacta sobre um aparador ou deixá-la crescer até ao teto. Cortar rebentos demasiado compridos incentiva uma copa mais densa, reforçando o aspeto de árvore em miniatura.

Colocada longe do sol escaldante e mantida em ar húmido, a árvore-do-dinheiro oferece uma copa tropical suave durante todo o ano.

Um bom truque para apartamentos pequenos é colocar o vaso sobre um tabuleiro com seixos e um pouco de água. À medida que a água evapora, aumenta suavemente a humidade à volta da folhagem sem encharcar as raízes.

Monstera: o pilar da selva urbana

Monstera deliciosa como “árvore” de destaque

A Monstera deliciosa é mais conhecida como um ícone de folhas exuberantes do que como “árvore”, mas na prática pode comportar-se como tal no interior. Com o tempo, caules grossos, raízes aéreas e folhas grandes e perfuradas dão-lhe um ar de tronco e copa, sobretudo quando apoiada num tutor de musgo ou numa estaca robusta.

Phlippen sublinha que as monsteras precisam de equilíbrio: humidade no ar, mas não solo permanentemente molhado; uma temperatura estável e mais fresca, em vez de radiadores a sobreaquecer e a secar o ambiente.

  • Pulverize as folhas regularmente, sobretudo durante a época de aquecimento no inverno.
  • Deixe a camada superior do substrato secar ligeiramente antes de voltar a regar.
  • Evite colocá-la diretamente por cima de radiadores ou junto a saídas de ar quente.

As folhas dramáticas e recortadas não estão lá só para efeito. Na natureza, as aberturas permitem que a luz atravesse copas densas da floresta. Em casa, acrescentam padrões gráficos a paredes nuas e fotografam lindamente, mantendo a Monstera no centro das tendências de plantas nas redes sociais.

Uma Monstera saudável pode dominar uma divisão, funcionando quase como um separador verde de espaços.

Se o espaço for limitado, as monsteras jovens podem ser treinadas para crescer mais na vertical, amarrando os caules a suportes e evitando o hábito espalhado e rasteiro que muitas vezes desmotiva quem vive em casa arrendada.

Figueira-borracha: decoração verde com filtro de ar integrado

Ficus elastica para um ar interior mais limpo

A figueira-borracha (Ficus elastica) é uma planta clássica que está a viver um regresso. Phlippen considera-a uma árvore de interior resistente e de baixa manutenção, com um bónus útil: as suas folhas grandes e brilhantes podem ajudar a reter pó no ar e alguns poluentes, melhorando ligeiramente a perceção da qualidade do ar.

Os cuidados são agradavelmente simples.

  • Regue com moderação; deixe o excesso de água escorrer.
  • Mantenha-a em luz indireta forte, embora tolere alguma sombra.
  • Limpe as folhas com um pano húmido para remover o pó.

A limpeza regular das folhas mantém a figueira-borracha mais saudável e permite-lhe funcionar melhor como “apanhadora” natural de pó.

A folhagem brilhante também reflete luz de volta para a divisão, iluminando cantos mais sombrios. Muitas variedades surgem hoje com folhas bordô escuras ou variegadas, oferecendo uma escolha estética que vai do discreto ao ousado sem aumentar as exigências de cuidados.

Como escolher a árvore de interior certa para a sua casa

A seleção de Phlippen mostra como diferentes árvores de interior se adequam a diferentes estilos de vida. Quem viaja com frequência pode inclinar-se para a pata-de-elefante, que lida bem com períodos mais longos de secura. Alguém que trabalha num escritório em casa com pouca luz pode preferir uma figueira-borracha, mais tolerante a condições de iluminação imperfeitas.

Antes de comprar, considere três fatores: luz, humidade e a sua própria rotina. Janelas viradas a sul com radiadores por baixo favorecem espécies tolerantes à seca. Casas de banho e cozinhas com vapor são ideais para árvores-do-dinheiro e monsteras, que apreciam humidade.

Termos comuns e cenários do dia a dia

Dois termos de jardinagem confundem frequentemente os iniciantes: “luz indireta intensa” e “encharcamento”. Luz indireta intensa significa uma divisão onde consegue ler confortavelmente durante o dia sem acender um candeeiro, mas onde os raios de sol não batem diretamente nas folhas durante horas. Encharcamento descreve um substrato tão saturado que desaparecem as bolsas de ar, privando as raízes de oxigénio e levando ao apodrecimento.

Imagine um cenário típico de inverno num apartamento pequeno. Os radiadores estão no máximo, o ar está seco e as horas de luz são poucas. Nesse caso, uma pata-de-elefante junto à janela mais luminosa e uma figueira-borracha a poucos passos oferecem verdura sólida com pouco esforço. Uma Monstera também pode resultar, mas beneficiará de uma rotina simples com pulverizador e, talvez, de um pequeno humidificador.

Há ainda riscos a ter em conta. Algumas espécies de Ficus e Monstera podem causar irritação ligeira se os animais de estimação roerem as folhas. Pessoas sensíveis podem reagir à seiva durante a poda. Precauções básicas ajudam: usar luvas ao cortar e posicionar as plantas fora do alcance fácil de animais curiosos.

Quando escolhidas com cuidado, estas árvores podem funcionar em conjunto. Uma figueira-borracha alta pode servir de pano de fundo, uma Monstera pode preencher a altura intermédia e uma pata-de-elefante pode ficar mais junto ao chão, criando camadas de verde num único canto. O resultado é a tal “selva verde” de que Markus Phlippen fala no ecrã, mas assente em rotinas de cuidados práticas e realistas para a vida urbana agitada.

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